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Balanço



Saudades desse cantinho...
É findo outra internação.
Sempre que preciso de apoio. amizade e palavras
de encorajamento, não me faltam ( GRAÇAS ).
E dessa vez não foi diferente, muitas vezes chegando
de onde menos imaginava.
Algumas ausências pedidas e outras consentidas.
Presenças incríveis!!!
Que fizeram meu coração ganhar expressão.

(http://jessicafoligno.blogspot.com.br/2012/05/amigo-e-coisa-pra-se-guardar-do-lado.html)

Não é mesmo MÃE?!...


Tão incríveis. que até soa insâno dizer que uma me faltou; mas faltou.
Não pra acompanhar os dias tensos de ida e vinda da UTI, mas pra evitar ser admitida lá e ir ao cinema na segunda imperdível.
Não pra acompanhar e auxiliar no banho fazendo malabares
entre hidratação venosa, complexo de hemácias e antibiótico, mas para nunca ter preisado e correr na praia.
Nào para decidir fazer ou não exames evasivos e complexos carimbados com madrugada de pesquisa na internet, mas para nunca ouvir a proposta de ser submetida a eles e rir da chuva torrencial que marcou definitivamente o dia do SIM.
Não para dizer: "- relaxa, dessa vez vai dá certo!" enquanto assiste minha mão suar frio em outra punção de subclávia, mas para nunca ter sido marcada por umas delas e se deliciar com pastel e caldo de cana num final de tarde.
Não para acompanhar a tensão da maca e sorrir enquanto a porta de vidro se fecha e encontro o cheiro da anestesia, mas para na madrugada, depois de um pesadelo sempre igual, de olhos fechados encontrar nos seus braços o melhor cheiro fazendo o coração acalmar.
Nào para enxugar uma lágrima, que correu feliz depois de 60 dias, por ouvir: "- Negativou!", mas para nunca ser exposta e contaminada por ela e fotografar os mais idiotas e felizes momentos.

Por isso e tanto, vim a esse cantinho algumas vezes desde que cheguei, mas as únicas letras encontradas no teclado escreviam apenas: - Duas vezes quase morri de saudades de você!

Como ter simpatia pelo RJ?
Este que em uma pós graduação me levou o apetite e me presenteou com míseros 35 quilos?!
Este que marca suas temporadas com o escorrer de duas vidinhas ( surpresas do milagre bejuh ) que não tiveram o choro ouvido.
Este que sempre se torna fronteira para meu sorriso e o beijo no teu sorriso?!
Não, eu não simpatizo...
Este que descartou a paixão para dar lugar ao amor ( e espero que o tenha dado )...

Porque alguma coisa precisa sair intacta e sem traumas...
Que seja o amor em todas as suas facetas de 1Coríntios 13.

Para estadias não queridas em hospitais, tenho mãe, pai e amigos ( e os sou eternamente grata ).
Mas para a vida preciso de BEJUH.

Não fui eu que quis assim...
Deus fez, e Deus nunca comete erros!.

Juliana Scheppa


.: COMPARTILHANDO :.

Esse vídeo foi um achado:

http://www.youtube.com/watch?v=CVv6Sf6hz3E&feature=relmfu


Ainda é tudo seu

Ainda tenho tantas coisas pra te dizer.
E saber.
Você que sempre me ganha
antes de me perder,
me faz ver.
Em cada melodia e letra que eu vou escrever
tem você.
Sua boca me leva aonde vou me perder.

Mesmo se não for pra sempre
volto pra te buscar.
Mesmo que eu siga em frente
um dia vou te levar.
Mas não vá.
Ainda é tudo seu aqui.
É tudo seu.

As horas vivem com pressa,
eu ando devagar.
Segredos moram comigo,
eu gosto de contar pro céu.
A vida inteira é muito pouco só pra começar
desvendar.
E quando os olhos se esquentam
eu perco a direção e a razão.

Mesmo se não for pra sempre,
volto pra te buscar.
Mesmo que eu siga em frente
um dia vou te levar,
Mas não vá...

Ainda é tudo seu aqui,é tudo seu!.

.: citado :.

bejuh ~ blessed by God





Só quero comentar...

Eles se amam.
Todo mundo sabe mas ninguém acredita.
Não conseguem ficar juntos.
Simples. Complexo. Quase impossivel.
Ele continua vivendo sua vidinha idealizada
e ela continua idealizando sua vidinha.
Alguns dizem que isso jamais daria certo.
Outros dizem que foram feitos um para o outro.
Eles preferem não dizer nada.

Por Jessikinha Foligno!.


Inimiga invadindo aqui...

"Um amigo é alguém que sabe a canção de seu coração e pode cantá-la
quando você tiver esquecido a letra."

Amiga eu amo muito você. Esperei muito pra você voltar de manaus.. e quero muito que você saia logo do hospital pra gente aproveitar bastante.. Temos muitas coisas lindas para fazer..
Essa fase que está passando é um bela de uma provação, Deus está testando sua fé.. testando seus limites né?

Não fique triste, sei que não tem como pedir isso né, só você sabe o que está passando.. não temos tempo de ir ai, ficar com você e é
muito fácil ir ai rapidinho, ficar triste e voltar.. você sabe o que é ficar o tempo todo ai nesse hospital.
Mas o tempo que vou aí amiga, vale muito pra mim.. é o tempo que tenho, o tempo que posso.. esse tempo me faz ficar próxima e
quando vou orar, penso mais intensamente em você. Oro todos os dias, porque eu te amo e quero te ver bem...

"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. "
Isaías 53:4-5

"Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados."
Tiago 5:14-15

Fica com Deus amiga, não estou ai presente ao seu lado, mas você está no meu coração..

Beijo, te amo!

Jessikinha

Em 04/04/2012 ~ eu já fiz um anjo!.



O dia 03 se fez 04... fico quietinha esperando o sol
me encontrar aqui... ainda acordada; por uma uma fresta qualquer.
Pé no chão, abro a persiana e a surpresa:
O dia amanheceu triste, cinza... meu olhar busca o pulso esquerdo,
que taquicárdico,mostra margaridinhas frias, pálidas como a inércia do outono.
Essa é minha dor solitária:
não poder fazer nada pra extinguir esse dia e ainda um outro.
Chorei, choro e ainda chorarei.
Mentiram para mim? Sim.
Porque em 07 anos de vazio maternal, nem sequer um foi menos pior que o anterior.
As lágrimas que geralmente só meu travesseiro conhece, hoje não posso ocultar á ninguém.

Li certo dia que oque a vida destrói as amigas constroem ( no meu caso foram amig[o]s...

Celular vibra... número desconhecido e privado... atendo?... atendi.
E logo depois de dizer engasgando lágrimas - alô?!... eu ouço de um telefonema DDI:

"- Juliana,

Sabe oque é mais lindo do dia 04 de abril?
Ter a certeza que hoje Mariana está recebendo um presente que
você nunca poderia oferecer...
Aquele presente que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais
será compreendido pelo coraçâo do homem.


O melhor presente.
Que Deus te abençoe e te entregue o conforto que nem um dos que te amam conseguiriam."

( Palavras de Juliano, geograficamente impedido de apoiar
ou consolar, mas foi capaz de em 4 minutos de ligação, acalentar uma alma chorosa. )

Obrigada Juca!.

Ainda hoje, um outro amigo esteve aqui no hospital para entregar um abraço..
( Leonardo ). E conseguiu me tirar até um sorriso.
Em preciosos 15 minutos comigo, ele só ouviu; e durante 10 min, a minha voz.
E enquanto eu dizia que gostaria de estar ocupada entre brigadeiros e cajuzinhos
ele gentilmente me corrige:

" - Juliana,
Acorda para vida...
Nada de brigadeiros e balas; vc estaria desesperada para contratar um DJ gospel.
e ainda louca, entrando e saindo de lojas, afim de conseguir aquele salto 20cm
com a intenção de não ficar mais baixa que ela nas fotos."

Obrigada Leonardo!.


Minha Mariana (a soberena e cheia de graça), faria nove anos hoje.
E só tenho uma única coisa a acreditar, sentir e dizer:

Por ela cresci na alma, mas sempre serei frágil no amor!.




Entre lágrimas e teclas:
by Juliana Scheppa ( a mãe da Mariana )
Amoo, amei e amaria!.

PS: Padrinho, quanto á você, obrigada pelo silêncio de um apoio com cheiro.

Juliana, por Teatro Mágico


Falta tanta coisa na minha janela como uma praia.
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela.
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana.
Sobra tanta falta de paciência que me desespero.
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesma...
Sobram tantos medos que nem me protejo mais.
Sobra tanto espaço dentro do abraço.
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo.

Sei lá se o que me deu foi dado.
Sei lá se o que me deu já é meu.
Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu.

Vai saber, se o que me deu... quem sabe.
Vai saber, quem souber me salve!.

PS: Sobra tanta falta... :(

Aqui desse lado também há dor!.


Você tem 5 minutos para cair na tristeza profunda.
Aproveite, desfrute, descarte...e siga em frente!

Contam seis em 12/03/2012


...
Olha, releva essa minha loucura inoportuna.
Tem dias que a lua de tão cheia, me acerta quase completamente,
e além de fazer o cabelo ter vida própria, faz com que o humor ser torne caleidoscópico.
Noutros, é nada mais que uma junção de alguns minutos que,
me fazendo divagar distante, trazem de volta para alguma realidade plausível. Desculpa esses meus choros desmedidos, que ocorrem sempre sem porque nem hora certa, mas de certa forma lavam a alma e me aliviam da existência de mim mesma - densa, enérgica, às vezes, caótica.
Absolve essa minha veemência em precisar tanto do melhor que tenho (você),
da carência de algumas tardes vazias onde o telefone não vibra,
da chatice de todo o resto do universo, enquanto estamos ocupados com um montão de coisas que fazem bem pouco sentido assim que a gente se vê.

Dá um desconto pelos pisões no pé quando na minha frente,
aos discursos quando algum assunto acalora minhas ideias,
àquela vez em que chamei de brincadeirinha de "cara chato" de tanto rir,
as cócegas ainda ofegando qualquer outras palavras que desejassem escapar.
Poupa minhas vontades, de vez em quando, intempestivas e excêntricas.
O cobertor (ou lençol) que te roubo furtivamente, para ficar tapada até a cabeça.
As reclamações disfarçadas de manha, quando todo o meu desejo é o seu colo \macio e um cafuné nos cabelos.
Perdoa todas as rotas de fuga que tracei em vão, e que, com um simples olhar seu,
me fizeram sentir a pior pessoa a existir no presente.
Dispensa de qualquer punição o grude dengoso da minha carência que às vezes arruína toda a pose de independente e bem entendida que carrego durante o dia inteiro. Inocenta o meu medo de quase tudo, minha opinião sempre carregada de uma intensidade polvorosa, a impulsividade que passa sem filtro entre mente e fala, e sem pestanejar, diz.

Anistia a minha culpa, justifica a minha confusão, isenta a minha brabeza, escusa essas minhas falhas de quem erra mesmo sem querer, atrás de um sucessão de vitórias. Educa esse meu comportamento genioso que aparece sem avisar com uma frase qualquer sincera onde você diz que gosta ou do meu pézinho , das frases inesperadas, ou mesmo da carinha de braba, presente sempre quando algo desagrada.
Desobriga o meu desespero em ser sozinha, acalenta aquele mimo que eu tanto peço e que cala num só abraço bem apertado e que demore praticamente a vida, a garotinha assustada e que, de tanto que quer sempre um pouco mais de amor, vezenquando, erra. Orgulhosa com alvará e tudo e argumentista quase que por profissão, eu que nunca peço, agora tenho praticamente implorado (a arrogância morre com o que a gente sente): mil perdões: me perdoa!.

Resenha do mês.




Intempestiva, exigente, perfeccionista, reservada. Tudo isto sou por natureza! Não fique aí esperando que eu te dê meu coração embrulhado em papel para presente só por que você diz ser o homem certo. Demora um pouco até que eu possa confiar em você, até que queira confiar em você. São vários os fatores que influenciam se você terá ou não o número do meu celular. Eu posso assustar algumas pessoas com o meu humor ácido e visão centrada. Fria, calculista, sem sentimentos (dirão eles). O fato é que apesar do meu jeito reservado e sem alardes, sou bem sensível, capaz de sentir o que muita gente pensa existir somente em filmes antigos. Mesmo com o sentimento de amor que me banha dos pés a cabeça, o aviso é só um: cuidado! Há uma parede impossível de atravessar, e não há como pular o muro, devido a cerca elétrica que o meu medo tratou de colocar para que aqueles que tentem chegar ao outro lado, caiam no chão de terra, coberto pelos dias ruins. Há um medo que carrego como bolsas cheias de chumbo (uma de cada lado do corpo) e que não faço a menor ideia de como me livrar, um medo que por hora me afasta do que quero e de quem quero! Eu não preciso de um príncipe encantado, danem-se estes idiotas perfeitos que fazem parte dos sonhos sem chance de virar realidade. Quero mesmo é um cara que erre e que não entenda como minha cabeça funciona, mas queira estar ao meu lado mesmo assim, quero é alguém que tenha sensibilidade suficiente para atravessar a parede que o meu medo criou, que tenha senso para entender que esta parede se dissolve com carinho, amor e amizade verdadeira. Quero é alguém do qual eu possa gostar da voz (que nem precisa ser tão sexy assim), do toque, do som da risada, alguém que seja capaz de despertar as borboletas adormecidas há tempos em meu estômago. Eu quero alguém que me aceite como sou, mas que não deixe de discutir quando achar conveniente, que dê palpites, que questione, que não seja submisso. Gente submissa é a pior das gentes. O jeito mais bonito de ser gente é defender seu ponto de vista, até quando ninguém acredita nele. É de sentimento recíproco que eu preciso. Quero alguém que me entenda apenas ao olhar em meus olhos, mesmo ciente que todos os dias terá algo novo para aprender sobre o que eu não conto nem a mim mesma. Que diga que me ama mesmo vendo mais mistério que transparência. Que derrube um a um dos meus medos e com os pedaços faça estrada para trilhar ao meu lado. Que possamos pisar sobre o que nos amendrotou e dar risadas das incertezas que já nem são mais. Que seja capaz de amar a pequena porcentagem a qual souber a meu respeito. Que entenda minha teimosia (que eu tenho de sobra). Enquanto todo mundo diz que uma andorinha não faz verão, eu digo, que aquela ave é muito das espertas, capaz de prever o verão chegando antes mesmo das outras. O que os outros enxergam como fim, eu sempre vejo como recomeço.


Citado: (Kiss me, composição: Sixpence None The Richer)

Paciência!.

Hoje fui surpreendida com uma canção tão conhecida, e esquecida bem no fundo da alma. Assim que percebi que preciso de mais ALMA, ela volta e quase consegue me arrancar um sorriso. De qualquer forma vale a pena ouvir e para os que podem cantar e porque não gritar a letra?.
Quem sabe a alma ouve.

De Delícia para Delicinha.



Antes das honras e das conquistas o amigo está conosco...
O amigo sabe quem a gente é...

O amigo sabe o nível das batalhas que nós temos.
O amigo sabe o nível dos limites que rompemos.
O amigo fica firme ao conhecer nossa fraqueza.
O amigo está presente para nos fortalecer.
O amigo está lá quando a dor é violenta.
O amigo está lá e vê a força da tormenta.
O amigo fica junto e permanece assim, de pé
conhecendo as nossas crises e nos sustentando em fé.

O poder de uma aliança como essa
Inabalável é.
Deus constrói nosso caráter bem dessa maneira
Inabalável diante das lutas...
Inabalável e fiel.
Inabalável apesar das diferenças.
Inabalável, inabalável e fiel!.


Citado (Ludmila Ferber)

Oque dizem?!

Em: 07 de fevereiro 2012


Ou ama para sempre ou nunca amou!.
Ou ama demais ou não ama!.

Verdade é que uma aliança estabelecida
entre duas pessoas, que julgam fazer por amor
os tornam indivisíveis!...
Pense nisso!.

Digo ao diário:


Tristeza é quando chove,
quando está calor demais,
quando o corpo dói
e os olhos pesam.
Tristeza é quando se dorme pouco,
quando a voz sai fraca e
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece.
Tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome,
quando qualquer bobagem
nos faz chorar.
Tristeza é quando parece
que não vai acabar.

Conclui:


Antes céu do que terra, antes ação que espera. Antes extremista que em cima do muro, antes tudo claro que submergir escuro. Antes fogo que água, antes tudo que nada. Antes sensível que petrificada, antes sentimental que mal amada. Antes louca que coisa pouca. Antes inconstante que acomodada, antes adiantada à atrasada. Antes ansiosa que desestimulada. Antes sincera que dissimulada. Antes quente e letrista que fria e calculista. Antes prolixa, que calada. Antes impulsiva, que indiferente. Antes opinião à complacência, antes emoção que ciência. Antes na fossa que enrolada, antes amor e mais nada. Antes vento que ventania, antes bom senso à ironia. Antes respeito à admiração, antes charme à beleza; antes cama, à mesa. Antes sorriso à desagrado, antes um beijo e abraço apertado. Antes seletiva que influente. Antes ferina que fugaz, antes pra frente que pra trás. Antes sensível que apática, antes sensata que trágica. Antes insône que adormecida, antes fera que ferida. Antes ingênua a cética, antes arte à estética. Antes detalhes à generalização, antes voz que violão. Antes intuição à lógica. Antes flor que fruto, antes terno que bruto. Antes originalidade que imitação, antes liberdade à segregação. Antes simplicidade à complicação, antes mergulho que superficialidade; antes afago que maldade. Antes contos de fada que terror, antes paixão e agora amor. Antes selvageria que delicadeza, antes alegria e de repente, tristeza. Antes timidez que euforia, antes sozinha que maioria. Antes sol que mormaço, antes inteiro que pedaço. Antes coragem a medo e sinceridade que segredo. Antes tentativa que imaginação, antes harmonia à frustração. Antes dramática que glacial, antes imperfeita que artificial. Antes lembrança que memória, antes enredo que história. Antes companhia que solidão, antes sim e nunca não. Antes afetos, que fatos; antes ao vivo que retrato. Antes viagem que sumiço, antes por que e depois por isso. Antes energia que sedentarismo, antes vôo que abismo. Antes o mundo que o país, antes alguns sonhos, que refiz.
Antes eu, depois você.

Carta aberta à 2012

Querido que ainda desconhecido, começo.Venho cheia de certezas bater um papo para, quem sabe, fazer com que entremos em sintonia. Mesmo que ande impossível, ou que assim seja para todo o sempre, em relação à mim - tão fugaz, fugídia, escapista. Porém, pedir que você permita que eu irrompa todas as instabilidades que vem pela frente, no formato vinte mais quatro horas, diariamente, é suplicar para que me atenda o telefone. Que pouse então, ao chão, e num mesmo nivelamento, eu possa com calma dar os passos que faltam para entrar em você serena, complacente. Tudo porque, como é de praxe, detesto final de ano. Me torno a pessoa mais reflexiva possível, e como é de conhecimento geral, pensar demais enlouquece, sim. Revejo erros, tento acertos atrasados, e tracejos promessas inconsequentes, que se quebrarão assim que a primeira semana de uma nova data se conferir por entre agendas e jornais, revistas. E você será a capa das infindáveis publicações, tentando ser compreendido pela massa, revolucionando com previsões que também em sua maioria não se cumprem. Se você promete a todos, caibo em meu papel de meu auto iludir - muito menos catastrófico, aposte.

Por fim, não se mire ao exemplo de seu irmão mais velho, que te cede o trono. Honre essa coroa que em ti estará, e dê a tal felicidade tão escondida, àqueles que não desistiram de tentar acertar nos dados que a vida joga. Olhe com sensibilidade para tudo que se plantou e ainda não floresceu, e não seja bandido de roubar da horta alheia, correta, para presentear aos que desmerecem: aja com justiça. Mesmo novo, vá por si só. Pense e aja com revolução, mudanças, inovações. Coloque alguns desafios, que é pra dar aqueles sustos de perder um pouco o sono e tremer na base de vez em quando, só pra não deixar demasiadamente fácil a tarefa que é ser humano e estar vivo. Deixe que o povo fale e ouça, que se comunique. Isso está em alta, te digo. Saber ouvir, e querer dizer, complementar; muitas vezes, é o que tem salvo casamentos quase desmoronados, e relações que ainda não tiveram tempo de amadurecer. Por favor, traga amor ao pessoal. Como dizem, sem gelo e em doses fartas: que nos embriague mais que a champagne do brinde à meia-noite, e faça jus às nossas roupas de baixo, sempre temáticas e piedosas. Mas amor que fique, amor real, sem contos de fadas e paixões borboleteadas. Real, e puro; forte e consistente, completamente apaixonado, e ainda assim, amável, o amor. Estável, entende. Que marque, mas também que fique. Que dê o gostinho de felicidade, mas que mostre também que há sabores ainda obscuros, igualmente imperdíveis.

Se você me vir, já sabe: avise o cupido que é pra ajustar o alvo. Não só em mim, mas em alguém que queira exatamente o que desejo, me acompanhe. Traga mais risos infantis, em meios a tardes tediosas. Algumas brincadeiras com meus pequenos, que vejo crescer e sabe-se lá até quando assim será. Maior carinho entre eu e meus pais, que tanto amo e às vezes escondo. Guarde as tão minhas lágrimas para ocasiões necessárias, mas existentes (algum aperto no peito nos embriaga de nós mesmos por ventura, e além do mais, chorar só se for de alegria). Dias de verão, para que me sinta saudável e bonita. Dias de inverno, para que me aqueça em algum naquele corpo e reconheça o aconchego de deitar e dormir, e se cobrir quase que até a cabeça. Conserve as amizades que fazem sentido, e pode levar aquelas que de superficialidade sobrevivem: quanto mais cedo o que não vale a pena se vai, aqueles que podem mudar nossa vida antes chegam. E para melhor.Momentos de confissões entre amigas. Beijos apaixonados, ou não. Mas beijos. Abraços com altas doses de força e calor. Conselhos sábios, mas poucos - pergunte à seus antecessores: eu não sigo. Eventuais loucuras, para o livro de histórias da vovó que futuramente serei. Saúde ótima, pra que eu tenha a liberdade de aprontar, aprender e fazer com que isso apenas me deixe ainda mais forte. Intuição e fé, pra que eu saiba os caminhos a seguir, e que sejam estes sem complicações fúteis.

E principalmente, 2012, que você me faça feliz. Não me maltrate, suplico. Me deixe contente em ter não apostado todas minhas fichas em você, e me surpreenda, se o caso for. Porém, que tatue nos cadernos e pautas, no que escrevo e que vivo a cor que o ano que ainda não terminou se esqueceu de fixar. Vilão que foi, acabou sem demais sorrisos, e levou consigo tanto a alegria extrema quanto a tristeza lamuriante que vivi os doze longos meses (quase) passados. Deixou vazio, inteirinho pra que você pinte e borde o que quiser. E que desde já, peço que é pra acontecer: que venha, e que chegue com força. Me surpreenda, e faça-se meu herói. Seja o que não foi 2011, e seu papel cumprido será: daqui um ano, quando estiver exercitando o pensamento e novamente dedilhando teclas e idéias, posso pensar 'não acabe dois-mil-e-dez, você não prometeu e existiu'.

Epa! Pensando bem não sou mais macho que muito homem!.


Minha unha quebra, e quero que a minha vida acabe. Bad hair day, e o único desejo é não sair de casa. Roupas, sapatos e maquiagens novas: meu ego lá em cima. O delírio que um chocolate faz por mim na TPM, nenhum homem nunca conseguiu cometer. Cozinho e passo - apenas não lavo, pois manicure é uma vez na semana e manter o esmalte impecável a recomendação. Sou louca por um carro preto, prefiro rosa à verde e até mesmo um lilászinho de vez em quando. Procuro como uma desbravadora crente o batom que fixe a cor por mais de duas horas. Me sinto um pinto molhado na chuva, e a detesto pois o cabelo estava antes quase impecável, não fosse pela umidade do tempo. Corro de baratas, lagartixas e insetos nojentos. Ver sangue me dá ânsia, e se assistir ao festival de algumas gorfadas, vomito junto. Tenho algumas frescuras, não minto; nem mesmo as omito. Fui criada entre contos-de-fadas, princesas felizes no happy end, e amor em primeiro lugar. Aquela vida que nos ensinam de trabalho, dinheiro, família, filhos e tal. Me comovo até com comercial de dia das mães, e choro na maioria dos filmes. Não entendo absolutamente nada sobre canos, válvulas e mecânica - e não faço a menor questão. Fujo de cachorros de rua, minha festa acaba quando em meu pé inicia a dor e escuto músicas melosas na fossa, animadas quando assim me encontro. Gosto de futebol, mas me arrisco apenas em entender o esporte (sou uma negação com os pés, detesto atritos corporais e os uniformes não caem bem em nós damas, convenhamos...). Sou toda letras, literatura romântica e inspiradora. E repugno números. Incompreendo.

Diante desse balaio de feminices, e audaciosa que sou, me arrisco a contradizer a letra famosa de Rita Lee, Pagu: não sou mais macho que nenhum homem, não, gente. Entre um par de peitos, cintura fina e ancas largas, acredito que nem mesmo que quisesse, alguma masculinidade brotaria em mim. Gostaria de poder trocar eu mesma o pneu do carro, ou dirigir com perfeição; mas prefiro cozinhar o jantar, enquanto ele passa no supermercado. Adoraria conseguir abrir sozinha uma lata de palmito; porém, nada é melhor do que o sorriso dele no rosto, por se sentir útil. Não confundam, não sou fútil; amo roupas, e suas combinações, o que acredito dizer muito sobre uma pessoa, seus sentimentos e personalidade. Estou longe de ser, tampouco, machista. Apenas, acredito que a essência da mulher tem se esvaido; ficado esquecida, enquanto a independência e os salários aumentam - e a feminilidade, cai cada vez mais por terra. Claro que, obtemos iguais capacidade do que as criaturas do sexo oposto. É evidente que, somos melhores, e até mesmo, mais inteligentes, sensíveis e dinâmicas quando bem treinadas. Porém, temos que operar tudo isso, e não sair do salto - no mínimo 10, de preferência. Nada como chorar num filme, e a manga do blusão dele oferecida, para enxugar suas lágrimas infantis. Ser mulher não tem preço. Se sentir feminina, menos ainda. Yin e Yang, não se complementavam por serem tão diferentes, e um masculino, enquanto o outro, era do sexo oposto? Pelo que eu entendo, sim. Dentro de nós, reencontramos essa essência libertadora, guerreira e que quer lutar por um lugar ao Sol. Sou também assim. Vou com garras, vontade, corpo e idealização ao que é de meu interesse. Sem esquecer meu gloss, sutiã e meia-calça, tenham certeza.

Essa história de macho, sendo sincera, não é pra mim. Mais másculos que eu, estão todos que entre as pernas tem algo que eu não possuo; até mesmo os homossexuais, tão viris e homens, ao confessar sua adversidade ao mundo. Dignos de coragem, são homens sim. Apenas, com escolhas que diferem da minha, da sua, ou da de ninguém. Não sou a favor de ideologia alguma nessa pauta. Apenas, quero continuar sendo vista como mulher, moleca, boneca; princesa. E deixar a caixa de ferramentas lá em cima, no alto do armário: onde nem eu alcanço.

Olhos,Pele e Cheiro!.


Teu cheiro impregnado perto da minha nuca e colo é quase coleira invisível dessa felicidade que estampo. Lembrança recente de uma memória recente capaz de fremitar em ritmo descompassado, prender estômago, e estremecer mãos. Falir os sentidos e transportar para a irrealidade do sonho, questão de segundos. Chego a sentir a sorte que outros não vêem nem olfatam, toda alastrada por entre casaco e manta, pescoço e boca. Eu, que ando desprotegida pela chuva à fora que detesto, e continuo sorrindo, porque a vida tem sido mais que meros calos workahólicos e penosos agouros acadêmicos. Penso: sim, tem talvez o destino ou essa força maior me presenteado com algo que de tanto mentalizar, ocorreu. Desde a vez em que de longe, concordei: bonito, é. Mas sério, também. Agora, tudo isso. Na motriz do twist carpado duplo que deu a vida, essa sua chegada não anunciada dá a cada pequeno gesto e estupenda força delicada de me fazer sorrir, com qualquer feito ou palavra. Surpreendente em cada ato, extasiante. Com uma diferença vasta em detalhes derramados, me permito sair da bolha a que me submeti e fazer sujar um pouquinho fora dessa existência toda que por hora nos sufoca, e em momentos como o dos passos quase saltitantes, a mão na outra mão, beijos que percorrem queixo e orelhas escondidas, contemplação. Pergunta sempre já sabendo a resposta de cor, a que tanto digo - teimosa em opinar: sim, eu acho isso. Acho que trocava a sua introspecção séria, de ser hora certa, pela minha loucura de mulherzinha que não se cala nunca, e nas mais inoportunas vezes, apronta. Penso também que se fosse sempre feriado e pudéssemos fugir das urbanidades rotineiras pra qualquer lugar em comum a que estivéssemos salvos dessa burocracia rotatória que se tornaram os dias, a vida teria ainda mais sono saudável e menos café, mais você comigo, e nós dois juntos; perto. Frases no meio da noite, e vertigens em meio aos sonhos, surf music que me embala no banco de trás, em poucos minutos. Enfeitiçada por teu perfume, louca por teu rosto e olhar. E é verdade, eu não sei pra onde tudo isso caminha, mas se for de mãos dadas contigo, não me perco e nem distraio: aproveito.

Me decpeciono; logo existo!.

Atentos os olhos escutam as palavras,
os ouvidos fadigam,
o gosto da sombra fria queima,
faz-se pó...
Há um chão sobre meus pensamentos.
perguntas respondem dúvidas
aleatoriando respostas.
No início do fim
a ausência de sentimentos
fez todo sentindo.
Não entende-se os sentidos
tão pouco sentimentos
subentende-se,
sente-se!.

Apreciando o desconhecido!.

E era como se esse tempo nunca tivesse sido.
Como se o poeta, jamais inventado, me chamasse e me desse de presente todas as suas poesias.
São suas, ele disse. E no dia mais feliz, eu estava ali.
E era como se esse tempo sempre tivesse sido.
Do cheiro que ficou.
Da voz doce que nunca calou.
Do prazer contínuo.
Do sim.
Do vou.
Do quero.
Dos verbos indecentes.
Dos dias na penumbra.
Do amor que não foi.
Da paixão que chega logo depois.
Do homem olhando a mulher nua.
Do seu olhar em mim.
Das asas indo embora pela janela.
Do meu corpo no sofá, na madrugada terrivelmente acordada.
Do filme que não vejo até o fim.
Das cantadas ridículas.
Da vodka que nunca bebi.
Das pessoas chamando que não respondo.
Do elogio mais lindo.
Do silêncio que mora no meio da minha garganta.
Da minha alma que desaprendeu a chorar de tanto que o fez.
Da lembrança que se confunde.
Do recomeço.
Da mulher que eu vou ser, no dia que você existir na minha vida.

De volta, Sônia!.



Incrível como Sônia sempre volta a aparecer. E nas piores horas.
Dela não ouso reclamar: esteve sempre presente. Anos à fio.
A única denúncia que posso fazer é que ela me vem nas piores horas, me tirando o sono,
e entrando em minha consciência, fazendo duvidar até meus princípios.
Com seu sarcasmo, me levando à beira do abismo, apenas para me salvar logo em seguida.
Eu simplesmente acordo, e já se encontra sentada na cadeira do meu quarto, me fitando.
Ao meu lado. Começa então a caça. Digo a ela pra vir outra hora, na tarde seguinte, no mês que vem.
Daqui dois anos.
Mas ela começa a girar a caixinha de música interna, e o pensamento roda, roda - a mil por hora.
Sobre problemas e soluções, dilemas e discussões.
Amores, fotos em sépia, jornal de amanhã, signo do mês e todas essas futilidades.
Adora o verão, e no inverno se esconde.
Ou até mesmo, procura outros corpos, outras mentes agitadas a quem enlouquecer é seu maior prazer.
Viro para o lado, me cubro e ela apenas ri, irônica.
Fecho os olhos e 'psiu'.
Desperto novamente e ela ainda me vê na tentativa mais frágil do mundo, que é dormir.
Ela impede e acha graça. Eu tento, e tenho sono.
Uma companheira e tanto, é Sônia.
Me leva a mundos que desconheço, por entre dois ou três livros em meu criado
(que é mudo, mas vive comigo entre copos e relógios, revistas; atento).
Quanto mais leio, menos durmo.
Mais fantasio, viajo ao longe, com passagem para o inexistente.
Levanto. Abro a janela, olho a rua. Gente chegando, táxi parado, gente se indo.
Noite inaproveitada. Uma hora, outra mais. Nada de o sono chegar.
O maldito que atrasa, mas vem, hoje se perdeu pelo caminho.
Cabeça vazia, porta aberta para a oficina de idéias devassas.
Desvaridas, descabidas.
Experimento roupas antigas, procuro meu irmão, ligo a televisão.
Cafeína da tarde fazendo efeito, pulso acelerado. Mais acordada impossível.
Se vai, Sônia.
Durma também, que quando a gente fecha os olhos e descansa o corpo, pode até sonhar se o dia tiver valido a pena.
E então eu vou estar em outra terra, que é apenas minha e ninguém conhece, e contigo o mesmo acontecerá.
Ou então, a porta é só abrir.
Pode ir, que eu deixo que você volte algum dia, quando eu estiver cansada de apenas dormir,
e desejar mais do que nunca sair da rotina.
Quem sabe, novamente anestesiada em amor, em choque de felicidade.
Agora, é tarde e eu preciso que você abandone a minha poltrona e dê lugar para que a letargia de mim se aposse
e me faça mais bela, ao acordar pela manhã, das horas regeneradoras.
Tento, olhos cerrados. Prometo mentalmente: não abrir.
Deixar se navegar pelo que a mente trouxer.
Acho que Sônia se foi.
E espero que não volte amanhã, nem me assuste ao meio da noite,
que já quase nem é mais isso porque daqui a pouquinho amanhece.


Encontrei e é insubstituível!.

Sabe o que torna cada pessoa única e inesquecível?
Aquele algo, que a gente sempre espera encontrar
em outras pessoas, mas nunca encontra...
Aquele algo que a gente já encontrou uma vez,
naquele momento mesmo que por um instante
é único e insubstituível.