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De um jeitinho Amazonês


( FOTO: Teatro Amazonas em Manaus )

Estou em Manaus a pouco mais de um ano e se tivesse um manual de comportamento amazonês eu com certeza teria comprado e teria uma estadia menos difícil, e também compraria um
dicionário norte do Brasil!.
Mas no final tudo dá certo, desde que você siga alguns passos:
Antes de tudo você tem quetreinar falar com as pessoas pegando nelas.
No braço, no ombro, no cotovelo. Mas tem de pegar.
A linguagem corporal é tão importante para o amazonense, quanto o descanso o é para o baiano
e a desconfiança para o mineiro.
Beijinhos de cumprimento são sempre dois.
Os paulistas têm de aumentar um e os gaúchos têm de reduzir um.
Isso pode causar uma série de beijos órfãos no ar para aqueles que estão em fase de adaptação. O pegar e o beijinho do amazonense não devem ser entendidos, grosso modo, como invasivos, mas como parte mesmo de sua enunciação,parte do sentido do dizer.
Outra coisa: amazonense aponta com a boca.
Pergunte a um amazonense onde está algo e ele, muito provavelmente, em vez de levantar a mão e apontar, fará um biquinho em direção à coisa procurada.
Aliás, um biquinho não, um beicinho.
Amazonense bom mesmo, típico, é aquele que não respeita sinais de trânsito.
Faixa de velocidade, então, vixe! Nem pensar.
Muitos até fazem da faixa uma espécie de guia para centralizar seu carro, como fazem os aviões. E se for tentar andar na faixa você é considerado o pior motorista do mundo,
com direito a olhares feios e até alguns xingamentos.
Por outro lado, se seu carro quebrar,logo aparecem muitos amazonenses querendo dar uma mãozinha.
Amazonense é solidário. Muito. Pergunte e ele responderá.
Peça e ele lhe ajudará.
Dê trela e ele grudará.
O amazonense é muito caloroso.
Não só pelo calor que faz em Manaus, mas porque facilmente puxa papo e se integra a um grupo. Basta uma possibilidade de entrada na conversa e..zapt! estamos dentro, na maior intimidade. Isso pode causar certo choque para as pessoas do sul e sudeste, mais reservadas no assunto amizade.
É mais difícil “aprochegar-se” em São Paulo do que em Manaus, definitivamente.
Mas há doces exceções.
Noves fora essas questões de relacionamento, há a questão da língua mesmo.
Algumas palavras e expressões que realmente levam algum tempinho para que sejam dominadas e internalizadas.
Seguem algumas palavras e expressões típicas com suas explicações e comentários,
e creiam levei quase o ano todo para ligar "o dono a causa..." ").
Então divirtam, imprimam e terão seu dicionário amazonês.

ÉGUA - Égua pode ser usado em várias situações.
Alguém faz algo que você não entendeu: “égua…”
Uma situação estapafúrdia?“Éééguaa, maninho…”
QUE SÓ - Locução adverbial de intensidade, similar a “pra caramba”.
Hoje está quente que só”. “Ela é lesa que só”. “A sala estava lotada que só”

LESO (A), LESEIRA - Um leso é alguém que sofre de leseira.
Leseira é um abestalhamento momentâneo que acomete o leso.
Se a leseira for uma característica contínua, dizemos que o leso sofre de leseira baré.
Segundo cientistas da Universidade de Kuala Lumpur, a leseira baré ocorre entre os amazonenses devido ao sol quente na moleira, que frita o cérebro e queima alguns neurônios.
Temos ainda as expressões derivadas:
“Deixa de ser leso!” e “Pára de leseira!”.

Mas como tudo tem seus dois lados, dizem que o sol também causa nos amazonense
algo chamado tesão de mormaço. Auto-explicativo.

AGORINHA - Diferentemente do uso no sudeste, agorinha quer dizer
“há alguns segundos”, referindo-se ao passado e não ao futuro.
“Ela estava aqui agorinha, mas sumiu”.

OLHA JÁ! - Expressão de indignação correspondente a “Mas que abuso!”.
“E aí, gata, me dá um beijo?” “Mas, olha já esse aí…Te manca!”

MANO(A) - Tratamento carinhoso entre conhecidos ou não.
Muito usado para fazer perguntas e pedidos.
“Mana, faz um favor pra mim”. “E aí, tudo bem, mano?”

MANINHO(A) - Tratamento não carinhoso usado por pessoas que já estão estressadas “maninho, tu não tem o que fazer não?”

MANAZINHA (O) - Tem o mesmo sentido de “maninha”, mas também usada como expressão carinhosa: “manazinha bora comigo ali no ponto>de ônibus?”

TELESÉ - é a mesma coisa que “tu é leso é?”

PITIÚ - Cheiro. Geralmente associado a peixe “Tá sentindo um pitiú danado aqui?”
BORIMBORA - Vamos embora. “A gente não tem mais nada a fazer aqui. Borimbora!”.
Vumbora também tem o mesmo sentido.
MACETA - Grande, imenso, de proporções anormais.
“Eu disse que ia lá brigar com ele e quando eu olhei o cara era maaaaaaaaaaceta. Saí fora…”

QUERIDA - Cuidado! Esse é um falso cognato. O uso da palavra “querida”.
Aqui em Manaus denota um certo sarcasmo ou uma certa ironia.
“Escuta aqui, minha querida. Eu sou a mulher dele, entendeu?”
“Você não está entendendo,querido.? (Significa você é um burro!)


Sem mais delongas... continuo em um outro momento...
fui advertida que pode causar contagio!.
Texto adaptado e transcrito

Beijos no sorriso!.
Juliana scheppa

Orla da Ponta Negra


Foto: eu dislumbrada com o Rio Negro.
Trata-se da orla da Ponta Negra, em Manaus-AM.
Maior área de lazer da cidade, 1km e calçadão, com cliclo-via, pistas de skate, restaurantes, teatro a céu aberto, quadras de volei, futebol com vista para o Rio Negro.
Possui duas subidas. Ideal para os treinos de ciclismo, corrida de rua e triathlon.
A Ponta Negra é hoje referência na cidade por sua agitada vida noturna, aparecendo neste contexto o anfiteatro da Ponta negra, onde são apresentados shows que atraem multidões de todas as partes da cidade.
Outra atração do bairro é a queima de fogos de artifícios na festa do Reveillon,
o Aniversário da Cidade e algumas vezes apresentações especiais do
Festival Amazonas de Ópera.
No local também estão instalados os restaurantes Braseiro e Casa do Carneiro, freqüentados por apreciadores da boa gastronomia.
Sem esquecer também um grande número de vendedores ambulantes que realizam comércio alternativo, vendendo água de coco, vendendo de tudo.
Recentemente foi instalado na Ponta Negra uma Feira de Artesanato com produtos de
matéria-prima regional e incentivo a mão-de-obra local. Vale a pena conhecer, visite!
Com mais de 15 mil turistas nessa temporada, Manaus torna-se a grande atração desse período do ano.


Juliana Scheppa

O Tacacá Indígena


Tenho me divertido desde que me mudei para Manaus.
Meus amigos imaginam que estou em uma selva.
Calma gente, a selva existe, mas estou razoávelmente longe dela.
Então resolvi através do blog presentear vocês com informações bem regionais.

O eleito da vez é o surpreendente e inesquecível TACACÁ
E é claro, só no norte encontraria coisa igual!.
É difícil definir o tacacá.
Seria uma espécie de bebida?
Ou, quem sabe, uma espécie de mingau?
Talvez um caldo?
Sua definição varia de uma pessoa para outra.
Porém, todos concordam que é a marca registrada de Manaus
e porque não dizer do norte inteiro e em especial Belém.
O tacacá é uma espécie de caldo grosso servido em cuias e
vendido em inúmeras barraquinhas de Manaus.
As tacacazeiras – as senhoras que preparam o tacacá – são uma instituição local.

Os principais ingredientes da iguaria são:
o caldo de tucupi, as folhas de jambu, a goma da tapioca,
a ardência da pimenta-de-cheiro, o camarão e outros.
Todos produtos regionais da Amazônia.

Preciso admitir que eu fiquei só na primeira cuia até hoje,
e estou aqui a pouco mais de um ano.
Mas para os ousasdos das outras regiões fica a sugestão.

Esse é o caminho para a receita.

Bom Apetite!.

Juliana Scheppa ")



 

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